O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou a nova edição do Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios.
O documento apresenta um panorama atualizado sobre equidade salarial, composição da força de trabalho e práticas adotadas pelas empresas para definição de remuneração.
Panorama de equidade salarial no Brasil
Os dados de 2026 mostram que a desigualdade salarial continua sendo um desafio relevante no mercado de trabalho brasileiro, mesmo com avanços em transparência e gestão.
Segundo o relatório:
- O salário mediano das mulheres corresponde a 79,0% do salário dos homens.
- A remuneração média mensal das mulheres equivale a 92,7% da masculina.
Embora a diferença seja menor quando analisada pela média, o salário mediano evidencia que a desigualdade ainda é significativa em grande parte das relações de trabalho.
Composição da força de trabalho
A distribuição por gênero e raça também revela desigualdades estruturais:
- Mulheres representam 40,7%;
- Homens representam 59,3%;
- Mulheres não negras: 36,6%;
- Mulheres negras: 4,1%;
- Homens não negros: 51,7%;
- Homens negros: 7,6%.

Como a desigualdade varia entre cargos e funções
Além disso, as disparidades salariais também variam conforme o nível e a natureza das ocupações. O relatório aponta que:
- Em cargos de dirigentes e gerentes, as mulheres recebem, em média, 72,8% do salário dos homens;
- Entre os profissionais de nível superior, essa proporção é de 63,8%;
- Para técnicos de nível médio, as mulheres recebem 76,2% do salário dos homens;
- Por outro lado, no trabalho de serviços administrativos, as mulheres chegam a ganhar 167,6% da remuneração masculina.
Esses dados mostram que a desigualdade não é uniforme e apresenta variações relevantes entre os grupos ocupacionais.
Critérios para a remuneração e ações de diversidade
O relatório também detalha os principais critérios utilizados pelas empresas para definição de salários, que incluem:
- Plano de cargos e salários ou plano de carreira;
- Cumprimento de metas;
- Disponibilidade para horas extras, reuniões e viagens;
- Tempo de experiência;
- Capacidade de trabalho em equipe;
- Proatividade e desenvolvimento de ideias.
Além disso, o documento destaca iniciativas voltadas à promoção da diversidade:
- Apoio ao compartilhamento de obrigações familiares;
- Políticas de contratação inclusiva de mulheres negras, pessoas com deficiência e integrantes da comunidade LGBTQIA+, indígenas;
- Incentivo à presença feminina em cargos de liderança.
Essas ações indicam um movimento gradual das empresas em direção a ambientes mais diversos e equilibrados.
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Transparência e equidade seguem como prioridade
A edição de 2026 reforça que a equidade salarial vem avançando gradualmente, mas ainda exige atenção contínua por parte das empresas e do mercado como um todo.
A transparência nos dados e a adoção de critérios claros de remuneração são fundamentais para:
- Reduzir desigualdades
- Promover inclusão
- Fortalecer a governança corporativa
Portanto, a publicação deste Relatório de Transparência Salarial reforça o compromisso do Ministério do Trabalho e Emprego com a promoção de práticas mais justas e transparentes.
Assim, organizações que desejam se alinhar às melhores práticas de equidade devem utilizar esses dados para aprimorar suas políticas internas e contribuir para um ambiente de trabalho mais inclusivo e equilibrado.
Perguntas frequentes sobre transparência salarial e remuneração
É um documento divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego que analisa diferenças salariais, critérios de remuneração e práticas de diversidade nas empresas brasileiras.
Houve avanços pontuais, mas os dados mostram que a desigualdade ainda persiste, principalmente no salário mediano.
Ele mostra a realidade mais comum da distribuição salarial, evitando distorções causadas por valores muito altos ou muito baixos.
Adotar planos de carreira estruturados, revisar critérios de remuneração e investir em diversidade.